Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Temporada 2.preâmbulo/ep.1.Acção Judicial

Este diário foi suspenso até futura decisão e conclusão do processo ‘Deus vs. Prof K’. Pede-se aos leitores do diário que não abandonem os intervenientes do mesmo, pois estes estão a passar por momentos extremamente difíceis, especialmente o Kostas, uma vez que o autor passa agora o seu tempo a jogar playstation, e o Kostas fica sem nada para fazer.


A notificação chegou há cerca de dois meses, sendo apenas possível, por enquanto, deixar aqui breves declarações e pedaços de relatórios.


Quando chegou a carta com a intimação do tribunal, o Prof K. pensou tratar-se de publicidade do rancho das coelhinhas (do qual é subscritor), e como tal, não sendo tarado, não abriu, pois publicidade não dá para ver o ‘real deal’, como ele diz. Mandou a carta fora. No dia seguinte chegaram mais duas cartas, que o próprio Kamonstein se encarregou de eliminar, dando-lhe uso doméstico de higiene recto-pessoal. No dia seguinte, chegam mais três cartas, cujas são imediatamente utilizadas por Tanner e Jones de forma a imprimirem selos semelhantes aos do Monopólio, que lhes permitissem equilibrar as suas finanças, usando a sua Hp deskjet 720. Mas como o tribunal é teimoso que nem uma mula, no outro dia, enviou quatro cartas iguais, desta feita interceptadas por Kostas que decidiu que a era digital já tinha chegado e estava na hora de declarar guerra ao papel. Passou umas boas quatro horas a tentar queimar o papel com o flamethrower do GTA, utilizando o joystick. Um dia mais tarde, chegaram não uma, não duas, não três, não quatro, nem cinco cartas (enganei-vos, ah ah). Chegaram seis! Estas cartas foram aproveitadas pelo Stonexxx, para fazer filtros. Isto durou até ao dia em que a cama do Prof K. estava inundada de cartas. A princípio, o Professor ficou contente, pois pensou que finalmente o tinham chamado para a escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, mas depois percebeu que tinha trinta anos e já não ia a tempo. Abriu a carta na mesma e aí ficou apavorado (além de ultrajado por ter recebido tantas cartas. Isto já dava para processar o tribunal. Uma pessoa a tentar dormir e dá por si mergulhado num mar de cartas. Não respeita o bem essencial do homem: higiene de sono, hoje em dia muito importante. Isto constitui dano psicológico irreversível para o meu constituinte.).


Todos os intervenientes foram chamados à esquadra para prestar depoimentos, sob o meu supervisionamento e posso passar a citar algumas declarações pelos corajosos indivíduos que represento:


Prof K: Vai pó caralho ó filha da puta!


É preciso atentar que o meu cliente estava sob muito stress naquela que foi a sua primeira detenção. Óbvio que uma pessoa que se acha nestas condições pela primeira vez perde a cabeça.


Prof K: Tu foste o cabrão que me prendeu quando eu estava na posse daquela coca para vender! Mamaste-a toda, aposto! Se quiseres mamar mais, tens aqui um ‘ganda’ canhão, podes-te servir.


Aqui era óbvio que o polícia era um drogado. Tem futuro este rapaz, tem tem.



Tanner e Jones: Como é? Vamos comer um donuts, beber um chocolatito quente e ver os DVD’s pirateados ali do Simões? Ele tem ali o novo Pantera Cor-de-rosa.


O Kamonstein, como sempre, foi muito condescendente, e não percebo o porquê de os senhores agentes terem desancado à pancada o meu cliente. Não me esqueci do nome deles, agente Simões e agente Sermões.


O Kostas foi enviado para a polícia judiciária de forma a ser interrogado por actos de hacking. Os senhores agentes pensaram que ele não tinha nada a ver com o caso por estar mais interessado em desvendar os segredos da máquina de café e do seu preço tão apelativo.


Stonexxx: Eu não tenho nada a ver com a droga espalhada na carpete.


Pedimos assim aos leitores que aguardem pelo veredicto deste processo complicado. Mais desenvolvimentos surgirão nos próximos dias, ou semanas… ou meses… (bem o caso freeport já é falado há 4 anos e só agora houve apreensões, portanto…).


Disponibilizo também o nib do Professor pois este tem de acarretar com severas despesas judiciais e neste momento não tem o Stonexxx disponível para fazer tráfico.

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O advogado de defesa:

Dr. Joseph Mary Martin

Sábado, Novembro 22, 2008

Episódio 6. Stonexxx (parte 3)


Foi a maior desilusão do ano. Maior ainda do que quando a Manuela F. Leite ganhou ao Pedro Passos Coelho para o cargo de secretária geral. Maior do que quando descobri que após a Revolução Francesa, foi Robespierre que ficou no poder. Maior ainda do que a PS3 em comparação com a X-Box 360.
Só não é maior do que a desilusão que tive quando soube que ia haver um Saw 5, ou Home Alone 4.
Cheguei a casa, e o Prof. K estava à minha espera, qual pai que espera a filha de 16 anos que chega a casa depois das 17:30. Expliquei-lhe o sucedido e ele em tom de desaprovação, começou logo a censurar-me.

Prof. K: Eu não queria ser o velho do Restelo, mas via-se logo que isso não ia dar em nada.

Kamon: Tu? Pelintra como tu és, só se fosse velho do Intendente. Ah, o teu "dealer" foi preso.

Prof. K: O quê!? Tu estás maluco? Eu já andava a ressacar e tu agora ainda me fazes isto? E agora, como é que eu escrevo o meu diário, à maneira do surrealismo?

Kamon: Eu logo vi que para criares alguém tão altamente como eu, tinhas de estar sobre o efeito de drogas. Porque essa criatividade é zero.

Prof. K: E agora meu merdas? Como é que eu faço para ter droga?

Kamon: Eu diria para usares a cabeça, mas visto já a doaste toda ao cagalhão, usa o Moleskine.

Cagalhão: Chamaram!?

Kamon e Prof. K (uníssono): Não!!

Prof. K: Vou acabar é com esta vida. Hei-de escrever isto sem recorrer a drogas. Vá, aqui vou eu... (Passado 15 minutos)... Como é que se escreve 'a'?

Kamon: 'A'?

Prof. K: Sim, para começar: "A história passa-se desta maneira".

Kamon: A sério, usa o Moleskine.

Nessa noite, o Prof. K criou mais um personagem, após ter tentado inúmeras vezes, e ter apagado em seguida, a quem demos o nome de Stonexxx, por razões óbvias. Eu acho que não consigo descrever esta personagem, porque era um ser algo disforme, mas tinha olhos semicerrados e barriguinha e uma atitude relaxada.
Assim que o vimos pela 1ª vez tentou logo impingir-nos droga, e o seu poder de persuasão era tão grande que todos acabámos por ceder. Aquele senhor da droga era capaz de vender droga a Deus, caso ele existisse e tivesse uma "Hellgirl's Mansion".
Depois disso, só me lembro de ter entrado no mundo do país, do universo, das maravilhas, e descer no rio de morango indo desaguar ao mar de melancia. Fizemos também uma roda com os elefantes cor de rosa, as vacas que tossiam e as galinhas com dentes.
Para finalizar a minha memória dessa noite rezámos aos deuses Maradona, Jimmy Hendrix e John Bonham.

Domingo, Novembro 16, 2008

Episódio 5. Stonexxx (parte 2)


Estávamos agora na rua em frente à vitrina onde a minha musa trabalhava. Estava tudo a postos. O plano traçado. Nada poderia falhar. Enquanto esperávamos e revíamos o plano, o Tanner sintonizou a rádio Orbital.

Tanner: Estou ansioso por dar este golpe. A ver se finalmente compro o escape ‘Remus’.

Jones: Mas de que porra é que ‘tás a falar?

Tanner: Então meu, o escape ‘Remus’! Depois de termos o dinheiro do golpe devo ser capaz de o comprar, ou não? Ao menos um tubo de escape!

Kamon: Mas estás a falar de quê Gervásio?

Jones: Vai mas é separar garrafas!

Tanner: Mas vocês estão-se a tripar ou o quê? Já não se lembram do plano, estes queimados!

Jones: É o seguinte. Isto não é um golpe. Ou melhor é…

Tanner: Vês! Depois sou eu que percebo mal, afinal é um golpe!

Jones: …para o Kamonstein engatar a miúda dele! Aproveitamos e somos promovidos na nossa esquadra.

Já não podia aguentar esta discussão, saí do carro e disse que ia agir. Mas logo voltei a entrar. Estava demasiado nervoso. Não ia resultar, e eu ia perder para sempre a minha Vénus do sec. XXI.

Tanner: Então otário? ‘Tás aqui a fazer o quê?

Kamon: Não sou capaz.

Tanner: Vês Jones!? Isto é o que dá não trabalhares com profissionais!

Ganhei coragem, era desta… O plano era meter conversa com um traficante de droga, um que por sinal vendia ao professor Kerberos, mas isso era uma coincidência, ou não. Lembro-me perfeitamente de cá ter vindo com o prof. K. O traficante era um surfista, um desses miúdos que foram à antestreia do High School Musical, um daqueles rapazes com rastas, aquilo a que eu costumo chamar de ‘verdes’. Daqueles que dizem que não gostam de tourada e quando argumentam contra, dizem perceber tudo sobre a tourada e, no entanto, não são toureiros, nem têm ninguém ligado a tal arte. Que insinuam sobre vários assuntos, cujos não percebem. Isto foi na altura em que o K estava a dar aulas de substituição porque uma professora de secundária estava grávida pela terceira vez nesse ano. Mas por outro lado, acho que é um direito deles fazerem passeios e pic nics de cem mil pessoas no parque Eduardo VII.

Traficante: Então ‘stôr? Vem às comprinhas da linha doce? Onde bate bem, pagando tão pouco.

K: Põe o costume.

Traficante: Eish lá. Esqueci-me quanto é o costume. Olhe, leva aqui este saquinho que chega para si, acho.

Kamon: Isto é que é serviço personalizado, parece a mercearia do senhor António! Leve aqui este grama de farinha, e tal! Isto é com fermento, boa para os bolos.

Traficante: Qualquer dia levas um tiro.

Kamon: Se tu sacasses da pistola davas um tiro nos pés, imbecil. És tão fissuras, nem tens força para levantar a pistola. Com essa massa és irrelevante para a Ergonomia.

Ah ah, tenho tanta piada.

Traficante: Mas eu queria pedir-lhe uma coisa, ‘stôr, era se poderia pagar em genéricos.

Kamon: Então mas ele vem comprar directamente à marca, não entendo!

Traficante: Você é burro! Eu explico. Pagar em genéricos é pagar em qualquer coisa que não seja em dinheiro. No meu caso umas explicaçõezinhas de português.

Kamon: Bem precisas, ó iluminado. Bem, deixa-me ir ali à farmácia comprar um medicamento género.

O traficante já me conhecia, e quando me aproximo o suficiente, ele reconhece-me e tenta sacar da pistola. O Tanner apercebeu-se disto e reagiu de imediato, dando-lhe um tiro no joelho. Quem diria que aquele ser em forma humana, teria capacidades mentais de levantar o rabinho do seu Focus, antecipando uma cena de pancadaria à antiga, do tempo do Alentejo sem lei. A partir daqui, ele é o Chuck Norris. O Hércules sem cérebro do grupo. O Michael Knight sem permanente. O Jones saiu imediatamente do carro e indo em direcção ao traficante para revistá-lo, apreende a droga. Aí, o traficante muito espantado, exclama:

Traficante: Ei meu, eu conheço-te! Lembras-te, daquele dia em Rio de Mouro?

Jones: Estás a insinuar que nós somos todos iguais?!

Traficante: Não man! Compraste-me branca, quando eu vendia lá em Rio de Mouro meu!

Jones: Não, deves estar a confundir-me com outra pessoa. Tenho um amigo que parece ser meu sósia. Sabes, é que nós somos muito parecidos uns com os outros…

Tanner: Questadizer, seu dealer de meia tijela?! ‘Tás bem, Kamon? Foste muito corajoso. [sussurrando] E o escape ‘Remus’, continua de pé?

O traficante foi preso e de repente, a minha musa salta da porta da loja, preocupadíssima comigo.

Musa: Tu estás bem? Possa, que grande susto, não? Aposto que te cagaste todo!

Kamon: O quê?

Musa: Nada, era uma piada.

Kamon: Ah. É que eu tenho a ideia, talvez seja preconceito, de que a comédia tem uma inteligência inerente em si. Característica que não encontrei na tua saída… Isto sim, é comedia… não romântica, ao que parece.

Fiquei extremamente decepcionado. A minha musa era uma bronca! Nunca mais vou fiar-me nas aparências. Quero uma gordalhufa para casar! Mas o forrobodó ainda estava para começar. Quando cheguei a casa foi o pior…



(continua...)

Sexta-feira, Setembro 05, 2008

Episódio 4. Stonexxx (parte 1)

Estava louco, inundado em pensamentos depravados. Tudo porque vi a minha musa, a causadora deste sentimento platónico. Felizmente, tive a ousadia de criar dois mestres do engate (se não necessitasse deles seriam enxovalhados por mim) para me resolverem este imbróglio. A ideia deles: ridícula. Impressionar a rapariga numa rusga policial? Quem impressiona quem? Eu ou os dois macacos? Veremos no que dá…

Feitas as apresentações (para quem não tem cérebro, o Prof. ‘K’ está incapacitado com uma ressaca, portanto quem comanda este navio em vias de naufragar sou eu, Kamonstein.) contarei aqui a história da minha vida, em como antes de ser humano, era um cavalo-marinho que falava. Ou seja contar uma história com pés e cabeça. Deviam mostrar isto nas escolas e comentarem: é assim que se contam historias.

Tanner apareceu estranhamente nu. Jones olhava para ele com um olhar reprovador e com um sorriso escondido. Bem, o Jones é Afro-americano… Instantaneamente apareceu o Ramon, que também estava em casa, penetra como sempre.

Kamon: Deu-te o cheiro foi?

Ramon: Pensava que ele tinha maior… potencial…

Tanner: Aqui está frio. Quando o vires no calor do momento, até te assustas. Ou não me chamo eu, José “Mitos” Tanner.

Kamon: Tchau, florzinha!

Essa coisa abandonou a sala, ainda a olhar para o bimbo do “Mitos”.

Jones: Se ele não saísse, mandava-lhe um tiro.

Tanner: Isso é tudo ciúme, por ele reparar em mim?

Jones: Sure…

Kamon: É assim, minhas bestas, que fique bem claro. Sou eu quem manda aqui. Vá, agora, como é que vocês querem fazer a ‘missão’?

Jones: Então é assim…

Enquanto o Jones falava, começámos todos a ouvir uma música de fundo, que não nos deixava escutar o plano, o primeiro a aperceber-se disso foi o Tanner, que o interrompeu, de olhos brilhantes e arregalados.

Tanner: Desculpa, perdi-me quando estavas a falar no escape ‘Remus’.

Jones: Mas eu não falei em nada disso.

Tanner: Sério? Tinha a certeza que alguém tinha mencionado ‘Remus’.

Kamon: Isso era quando estávamos a discutir sobre o novo filme do Harry Potter, e o futuro do professor Lupin.

A partir daí acertámos todas as agulhas do plano.

Kamon: Isso é capaz de dar certo. Tal e qual como quando o Filipe II, de Espanha planeou atacar a rainha Elizabeth.


Continua...


(Esta história é demasiado longa, por isso decidimos sem unanimidade em dividir o texto em duas partes. Apenas a segunda parte tem ilustração.)

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Entrevista a Eduardo Rilhas e Tiago Gameiro sobre a serie "Projecto 666"



Ao ouvir isto, a vossa vida mudará para sempre (mas só ouvindo do início ao fim).



Terça-feira, Setembro 02, 2008

Episódio 3. Tanner and Jones


O meu objectivo neste episódio era apresentar mais duas das personagens criadas por mim. Queria fazê-lo de uma forma gira e enfeitada, mas a verdade é que não é possível.

A verdade nua e crua é que aquele ser que co-habita o meu lar, aquele vil rapaz do imaginário, aquele terrorista em forma de agarrado aos vídeo jogos, descobriu a password do meu cofre… Benfica.

Kamon: Difícil. Dificílimo! Foi a segunda coisa mais difícil de fazer na minha vida. Curta, diga-se. A primeira foi, sem dúvida, passar o Sonic 1.

Kosta: O Peter Griffin hoje andou à bulha com um galo. Foi uma risada. Foi só assim, o episódio.

Prof. K: Sim, Costalengas, bom fait-diver. Eles têm isso, nós temos-te a ti.

Kamon: Desta vez conto eu a história. Está a apetecer-me abrilhantar esta coboiada. Agora é que isto vai ficar bom.

Prof. K: E eu vou jogar Driver: Parallel Lines. PENA JÁ NÃO SER COM O TANNER E O JONES NÃO É? Tenho que gramar com o TK.

Kamon: ‘Tão foi assim. Eu cheguei lá, roubei o moleskine, coiso, e pronto! Não é preciso continuar o diário. Não há mais nada a saber.

Kosta: Assim os leitores não ficam a saber nada de jeito. Por isso é que eu prefiro American Dad.

Kamon: My friend, they have to read between the lines, between the Parallel Lines!

Mas agora a sério. Dás-me autorização?

Prof. K: Foste criado para isso. E foi a única coisa que ainda não fizeste. Isso e falar com um elemento do sexo feminino.

Kamon: Ai! Estou tão nervoso, a fazê-lo pela primeira vez. Sinto-me como um americano quando lhes é perguntado quantos lados tem um quadrado. Enfim. Tudo começou quando o professor ‘K’ comprou um novo jogo para a Playstation 2, o Driv3r. Ele estava viciado no jogo e então eu aproveitei para ir dar umas voltas pela vila de Sintra, para passear o Kosta, e ver turistas inglesas. Qual não foi o meu espanto, quando entro numa pequena loja, com adereços horríveis à venda, galos de Barcelos em toalhas, babetes, isqueiros, e camisolas do Cristiano Ronaldo cor-de-rosa, vejo uma musa. Sim, podem rir à vontade. Esta era real, acreditem… O seu aspecto não interessa para a história, mas é sensual… Ao vê-la, decidi apenas olhar para ela. Ter uma relação platónica. Ela seria a minha musa inspiradora para gozar com o Prof. K. Bem, ela seria apenas platónica porque eu sou um grande anhado. Mas claro que o Cagalhão não ficou calado. Debitou boquinhas à velocidade de um carro no IC19 à hora de ponta, coitado o seu cérebro é o contraste da sua gigantesca cabeça. Isto irritou-me profundamente, considerei mais um desafio que acabaria por vencer ao cabeças. Para isso tinha que pedir ajuda.

Mais tarde, ao regressar a casa, vejo que o Prof. K estava acompanhado. Mal acompanhado se me perguntarem. O Ramon veio fazer uma visita, coincidência ou não o Prof. K estar sozinho não sei, mas aposto que o Prof. K deve lhe ter dito que estava em casa sozinho. Essa “coisa” não consegue conter o pipi e veio logo a correr. Só o otário do professor é que não percebe… Também deve ser panelei… Homossexual, quero dizer. Não tenho nada contra a comunidade gay. Assim que entrei na sala, o Ramon mal me cumprimenta e sai para a casa de banho.

Ramon:

Eu vou à casa de banho. As tuas criações são tão sem cor… Então o Kamon… Que criatura tão rude. Mas o Costa eu gosto, é sossegado.

Kamon:

Vai lá ao WC. Florzinha. E mantém-te afastado dos pacotes de Champô. Preciso da tua ajuda.

Prof K:

Eu também preciso de muita coisa. Dinheiro, por exemplo. Que queres?

Kamon:

Se precisas de dinheiro. Vende o rabinho, já tinhas um cliente… Preciso que me ajudes a falar com uma musa romana.

Prof K:

Ah isso! Nada mais simples. Aproximas-te dela e dizes: ó Romana, o serviço completo, é quanto?

Kamon:

Algo me diz que não devo fazer isso. Deve ser a tua solidão… É melhor perguntar a quem perceba do assunto. Talvez o florzinha me ajude nisto.

Kosta:

Eu sei como conquistar mulheres, tenho um ficheiro PDF no pc…

Prof K:

Não é nada a solidão! Farto-me de fazer isto com as Romanas de Monsanto! Ah não, espera. Espera, espera um segundo, já sei. Enganei-me. Não é Romanas, é rameiras.

Kamon:

Pois, depois diz que precisas de dinheiro. Tens o Moleskine para quê? Para criar aberrações como esta abécula. Deveria ser eu a ter controlo sobre esse objecto mágico. Os Deuses deviam estar loucos quando te venderam o bloco, e tu ainda estavas mais por teres gasto 20€ nisso. Que é que estás a jogar?

Prof K:

Driv3r, porquê?

Kamon:

Por nada… Parece-me bem, esses personagens. Macho latino e Afro-Americano todo do Funk… Hum… Eu tenho de ir fazer umas coisas muito importantes. Se o Ramon perguntar por mim, diz-lhe que sou Hetero.

Prof K: Ok ok, eu conto a partir daqui.

O resto não é difícil de perceber. As coisas importantes que o Kamon tinha para fazer eram: ir ao meu escritório com uma BIC, descobrir a minha password no cofre do Moleskine e criar os seus mentores no engate às garinas. Ele resgatou ao jogo, o Tanner, o macho latino-labrego da espécie Zezé Camarinha. E o Jones, o Afro-Americano do funk, com estilo de jogador da bola.

A sua criação foi um tanto ou quanto ridícula. Primeiro, porque partiu da imaginação do Kamon (foi aí que me convenci, finalmente, que falhei na criação dele). Segundo, porque fiquei sem jogo, tendo em conta que as personagens foram sugadas de lá. E por último porque o Tanner saiu do Moleskine completamente nu.

Kamon: Quem é que pensas que és, Schwarznegger? Isto não é o passado e tu não és um robot.

Ramon: Uh! Juicy…

Continua…

Quinta-feira, Agosto 14, 2008

S. Mamede

Por motivos de festas populares na nossa terra (e de não termos texto/ilustração para sexta-feira), o Questadizer lançará o texto apenas para a semana...



Também merecemos umas férias.


até para a semana
continua...