Este diário foi suspenso até futura decisão e conclusão do processo ‘Deus vs. Prof K’. Pede-se aos leitores do diário que não abandonem os intervenientes do mesmo, pois estes estão a passar por momentos extremamente difíceis, especialmente o Kostas, uma vez que o autor passa agora o seu tempo a jogar playstation, e o Kostas fica sem nada para fazer.
A notificação chegou há cerca de dois meses, sendo apenas possível, por enquanto, deixar aqui breves declarações e pedaços de relatórios.
Quando chegou a carta com a intimação do tribunal, o Prof K. pensou tratar-se de publicidade do rancho das coelhinhas (do qual é subscritor), e como tal, não sendo tarado, não abriu, pois publicidade não dá para ver o ‘real deal’, como ele diz. Mandou a carta fora. No dia seguinte chegaram mais duas cartas, que o próprio Kamonstein se encarregou de eliminar, dando-lhe uso doméstico de higiene recto-pessoal. No dia seguinte, chegam mais três cartas, cujas são imediatamente utilizadas por Tanner e Jones de forma a imprimirem selos semelhantes aos do Monopólio, que lhes permitissem equilibrar as suas finanças, usando a sua Hp deskjet 720. Mas como o tribunal é teimoso que nem uma mula, no outro dia, enviou quatro cartas iguais, desta feita interceptadas por Kostas que decidiu que a era digital já tinha chegado e estava na hora de declarar guerra ao papel. Passou umas boas quatro horas a tentar queimar o papel com o flamethrower do GTA, utilizando o joystick. Um dia mais tarde, chegaram não uma, não duas, não três, não quatro, nem cinco cartas (enganei-vos, ah ah). Chegaram seis! Estas cartas foram aproveitadas pelo Stonexxx, para fazer filtros. Isto durou até ao dia em que a cama do Prof K. estava inundada de cartas. A princípio, o Professor ficou contente, pois pensou que finalmente o tinham chamado para a escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, mas depois percebeu que tinha trinta anos e já não ia a tempo. Abriu a carta na mesma e aí ficou apavorado (além de ultrajado por ter recebido tantas cartas. Isto já dava para processar o tribunal. Uma pessoa a tentar dormir e dá por si mergulhado num mar de cartas. Não respeita o bem essencial do homem: higiene de sono, hoje em dia muito importante. Isto constitui dano psicológico irreversível para o meu constituinte.).
Todos os intervenientes foram chamados à esquadra para prestar depoimentos, sob o meu supervisionamento e posso passar a citar algumas declarações pelos corajosos indivíduos que represento:
Prof K: Vai pó caralho ó filha da puta!
É preciso atentar que o meu cliente estava sob muito stress naquela que foi a sua primeira detenção. Óbvio que uma pessoa que se acha nestas condições pela primeira vez perde a cabeça.
Prof K: Tu foste o cabrão que me prendeu quando eu estava na posse daquela coca para vender! Mamaste-a toda, aposto! Se quiseres mamar mais, tens aqui um ‘ganda’ canhão, podes-te servir.
Aqui era óbvio que o polícia era um drogado. Tem futuro este rapaz, tem tem.
Tanner e Jones: Como é? Vamos comer um donuts, beber um chocolatito quente e ver os DVD’s pirateados ali do Simões? Ele tem ali o novo Pantera Cor-de-rosa.
O Kamonstein, como sempre, foi muito condescendente, e não percebo o porquê de os senhores agentes terem desancado à pancada o meu cliente. Não me esqueci do nome deles, agente Simões e agente Sermões.
O Kostas foi enviado para a polícia judiciária de forma a ser interrogado por actos de hacking. Os senhores agentes pensaram que ele não tinha nada a ver com o caso por estar mais interessado em desvendar os segredos da máquina de café e do seu preço tão apelativo.
Stonexxx: Eu não tenho nada a ver com a droga espalhada na carpete.
Pedimos assim aos leitores que aguardem pelo veredicto deste processo complicado. Mais desenvolvimentos surgirão nos próximos dias, ou semanas… ou meses… (bem o caso freeport já é falado há 4 anos e só agora houve apreensões, portanto…).
Disponibilizo também o nib do Professor pois este tem de acarretar com severas despesas judiciais e neste momento não tem o Stonexxx disponível para fazer tráfico.
4346854315724961643827
O advogado de defesa:
Dr. Joseph Mary Martin


