Sexta-feira, Setembro 05, 2008

Episódio 4. Stonexxx (parte 1)

Estava louco, inundado em pensamentos depravados. Tudo porque vi a minha musa, a causadora deste sentimento platónico. Felizmente, tive a ousadia de criar dois mestres do engate (se não necessitasse deles seriam enxovalhados por mim) para me resolverem este imbróglio. A ideia deles: ridícula. Impressionar a rapariga numa rusga policial? Quem impressiona quem? Eu ou os dois macacos? Veremos no que dá…

Feitas as apresentações (para quem não tem cérebro, o Prof. ‘K’ está incapacitado com uma ressaca, portanto quem comanda este navio em vias de naufragar sou eu, Kamonstein.) contarei aqui a história da minha vida, em como antes de ser humano, era um cavalo-marinho que falava. Ou seja contar uma história com pés e cabeça. Deviam mostrar isto nas escolas e comentarem: é assim que se contam historias.

Tanner apareceu estranhamente nu. Jones olhava para ele com um olhar reprovador e com um sorriso escondido. Bem, o Jones é Afro-americano… Instantaneamente apareceu o Ramon, que também estava em casa, penetra como sempre.

Kamon: Deu-te o cheiro foi?

Ramon: Pensava que ele tinha maior… potencial…

Tanner: Aqui está frio. Quando o vires no calor do momento, até te assustas. Ou não me chamo eu, José “Mitos” Tanner.

Kamon: Tchau, florzinha!

Essa coisa abandonou a sala, ainda a olhar para o bimbo do “Mitos”.

Jones: Se ele não saísse, mandava-lhe um tiro.

Tanner: Isso é tudo ciúme, por ele reparar em mim?

Jones: Sure…

Kamon: É assim, minhas bestas, que fique bem claro. Sou eu quem manda aqui. Vá, agora, como é que vocês querem fazer a ‘missão’?

Jones: Então é assim…

Enquanto o Jones falava, começámos todos a ouvir uma música de fundo, que não nos deixava escutar o plano, o primeiro a aperceber-se disso foi o Tanner, que o interrompeu, de olhos brilhantes e arregalados.

Tanner: Desculpa, perdi-me quando estavas a falar no escape ‘Remus’.

Jones: Mas eu não falei em nada disso.

Tanner: Sério? Tinha a certeza que alguém tinha mencionado ‘Remus’.

Kamon: Isso era quando estávamos a discutir sobre o novo filme do Harry Potter, e o futuro do professor Lupin.

A partir daí acertámos todas as agulhas do plano.

Kamon: Isso é capaz de dar certo. Tal e qual como quando o Filipe II, de Espanha planeou atacar a rainha Elizabeth.


Continua...


(Esta história é demasiado longa, por isso decidimos sem unanimidade em dividir o texto em duas partes. Apenas a segunda parte tem ilustração.)

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Entrevista a Eduardo Rilhas e Tiago Gameiro sobre a serie "Projecto 666"



Ao ouvir isto, a vossa vida mudará para sempre (mas só ouvindo do início ao fim).



Terça-feira, Setembro 02, 2008

Episódio 3. Tanner and Jones


O meu objectivo neste episódio era apresentar mais duas das personagens criadas por mim. Queria fazê-lo de uma forma gira e enfeitada, mas a verdade é que não é possível.

A verdade nua e crua é que aquele ser que co-habita o meu lar, aquele vil rapaz do imaginário, aquele terrorista em forma de agarrado aos vídeo jogos, descobriu a password do meu cofre… Benfica.

Kamon: Difícil. Dificílimo! Foi a segunda coisa mais difícil de fazer na minha vida. Curta, diga-se. A primeira foi, sem dúvida, passar o Sonic 1.

Kosta: O Peter Griffin hoje andou à bulha com um galo. Foi uma risada. Foi só assim, o episódio.

Prof. K: Sim, Costalengas, bom fait-diver. Eles têm isso, nós temos-te a ti.

Kamon: Desta vez conto eu a história. Está a apetecer-me abrilhantar esta coboiada. Agora é que isto vai ficar bom.

Prof. K: E eu vou jogar Driver: Parallel Lines. PENA JÁ NÃO SER COM O TANNER E O JONES NÃO É? Tenho que gramar com o TK.

Kamon: ‘Tão foi assim. Eu cheguei lá, roubei o moleskine, coiso, e pronto! Não é preciso continuar o diário. Não há mais nada a saber.

Kosta: Assim os leitores não ficam a saber nada de jeito. Por isso é que eu prefiro American Dad.

Kamon: My friend, they have to read between the lines, between the Parallel Lines!

Mas agora a sério. Dás-me autorização?

Prof. K: Foste criado para isso. E foi a única coisa que ainda não fizeste. Isso e falar com um elemento do sexo feminino.

Kamon: Ai! Estou tão nervoso, a fazê-lo pela primeira vez. Sinto-me como um americano quando lhes é perguntado quantos lados tem um quadrado. Enfim. Tudo começou quando o professor ‘K’ comprou um novo jogo para a Playstation 2, o Driv3r. Ele estava viciado no jogo e então eu aproveitei para ir dar umas voltas pela vila de Sintra, para passear o Kosta, e ver turistas inglesas. Qual não foi o meu espanto, quando entro numa pequena loja, com adereços horríveis à venda, galos de Barcelos em toalhas, babetes, isqueiros, e camisolas do Cristiano Ronaldo cor-de-rosa, vejo uma musa. Sim, podem rir à vontade. Esta era real, acreditem… O seu aspecto não interessa para a história, mas é sensual… Ao vê-la, decidi apenas olhar para ela. Ter uma relação platónica. Ela seria a minha musa inspiradora para gozar com o Prof. K. Bem, ela seria apenas platónica porque eu sou um grande anhado. Mas claro que o Cagalhão não ficou calado. Debitou boquinhas à velocidade de um carro no IC19 à hora de ponta, coitado o seu cérebro é o contraste da sua gigantesca cabeça. Isto irritou-me profundamente, considerei mais um desafio que acabaria por vencer ao cabeças. Para isso tinha que pedir ajuda.

Mais tarde, ao regressar a casa, vejo que o Prof. K estava acompanhado. Mal acompanhado se me perguntarem. O Ramon veio fazer uma visita, coincidência ou não o Prof. K estar sozinho não sei, mas aposto que o Prof. K deve lhe ter dito que estava em casa sozinho. Essa “coisa” não consegue conter o pipi e veio logo a correr. Só o otário do professor é que não percebe… Também deve ser panelei… Homossexual, quero dizer. Não tenho nada contra a comunidade gay. Assim que entrei na sala, o Ramon mal me cumprimenta e sai para a casa de banho.

Ramon:

Eu vou à casa de banho. As tuas criações são tão sem cor… Então o Kamon… Que criatura tão rude. Mas o Costa eu gosto, é sossegado.

Kamon:

Vai lá ao WC. Florzinha. E mantém-te afastado dos pacotes de Champô. Preciso da tua ajuda.

Prof K:

Eu também preciso de muita coisa. Dinheiro, por exemplo. Que queres?

Kamon:

Se precisas de dinheiro. Vende o rabinho, já tinhas um cliente… Preciso que me ajudes a falar com uma musa romana.

Prof K:

Ah isso! Nada mais simples. Aproximas-te dela e dizes: ó Romana, o serviço completo, é quanto?

Kamon:

Algo me diz que não devo fazer isso. Deve ser a tua solidão… É melhor perguntar a quem perceba do assunto. Talvez o florzinha me ajude nisto.

Kosta:

Eu sei como conquistar mulheres, tenho um ficheiro PDF no pc…

Prof K:

Não é nada a solidão! Farto-me de fazer isto com as Romanas de Monsanto! Ah não, espera. Espera, espera um segundo, já sei. Enganei-me. Não é Romanas, é rameiras.

Kamon:

Pois, depois diz que precisas de dinheiro. Tens o Moleskine para quê? Para criar aberrações como esta abécula. Deveria ser eu a ter controlo sobre esse objecto mágico. Os Deuses deviam estar loucos quando te venderam o bloco, e tu ainda estavas mais por teres gasto 20€ nisso. Que é que estás a jogar?

Prof K:

Driv3r, porquê?

Kamon:

Por nada… Parece-me bem, esses personagens. Macho latino e Afro-Americano todo do Funk… Hum… Eu tenho de ir fazer umas coisas muito importantes. Se o Ramon perguntar por mim, diz-lhe que sou Hetero.

Prof K: Ok ok, eu conto a partir daqui.

O resto não é difícil de perceber. As coisas importantes que o Kamon tinha para fazer eram: ir ao meu escritório com uma BIC, descobrir a minha password no cofre do Moleskine e criar os seus mentores no engate às garinas. Ele resgatou ao jogo, o Tanner, o macho latino-labrego da espécie Zezé Camarinha. E o Jones, o Afro-Americano do funk, com estilo de jogador da bola.

A sua criação foi um tanto ou quanto ridícula. Primeiro, porque partiu da imaginação do Kamon (foi aí que me convenci, finalmente, que falhei na criação dele). Segundo, porque fiquei sem jogo, tendo em conta que as personagens foram sugadas de lá. E por último porque o Tanner saiu do Moleskine completamente nu.

Kamon: Quem é que pensas que és, Schwarznegger? Isto não é o passado e tu não és um robot.

Ramon: Uh! Juicy…

Continua…