terça-feira, abril 03, 2007

Sem querer começar um texto sempre da mesma forma, eu estava em casa quando, por detrás de uma neblina, aparecem três vultos, vultos esses que eram testemunhas de Jeová com os seus sermões do costume.
Eu uso óculos, a minha mãe também. A minha mãe conseguiu vê-las ao longe, eu não. Consequentemente eu tive que aturá-las devido à escapatória eficaz e curta da minha mãe, que arranjou uma engenhosa desculpa mal as viu ao longe. A desculpa foi: "Diz-lhes que não estou em casa". O Quê? Pensei de imediato: "Já estás..." Bem, lá eu fui abrir calmamente a porta, a senhor vira-se para mim com uma certa delicadeza e diz: "A senhora Quitéria está em casa?". Já sabem a resposta.
Embora o seu objectivo não tivesse sido cumprido, as delicadas senhoras entregaram-me um pequeno papel com a seguinte mensagem: "Convidamo-la a vir recordar connosco o maior homem que alguma vez já existiu". Isto despertou-me a curiosidade, deu-me vontade de ir ver ao livro do Guiness quem terá sido esse senhor. Mas a minha mãe acabou com essa curiosidade, disse-me que esse homem se chamava Jesus. Quem foi esse Jesus? Desse modo eu respondi educadamente que isso era subjectivo.
A subjectividade é um bonito aspecto que se está a perder, cada vez mais se objectiva. Cada vez mais as pessoas pensam em morangos ao fim da tarde. Cada vez mais as pessoas se vestem da mesma forma, dizem as mesmas coisas, ouvem, veêm as mesmas coisas. Coisas. A subjectividade necessita de pensamento, raciocínio, sentido critico. É o que nos destingue dos animais, dos ingnorantes, dos labregos. Eu era feliz, pensava que nem toda a gente via os "Morangos com Açucar". Essa serie gira, e literalmente fantástica porque de realista, não tem nada.
Jesus, o primeiro "comuna" na terra, se fosse vivo não deixaria que esse antro capitalista , os morangos continuassem em emissão. Pobre Jesus que já morreu, nem sabe a sorte que tem. Nem ele, nem o Frodo Baggins. Sortudos...Só por isso já o poderia considerar um dos maiores homens do mundo, se ele fosse de verdade...